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A conta prestes a ser cortada, o clarão na bancada e a descoberta de que o corpo de Nando faz os vídeos rodarem.

O plano não é ilimitado.
Depois de um choque elétrico, um jovem técnico descobre que os vídeos só rodam quando ele está por perto — e que a loja da família pode finalmente pagar as contas se ele aceitar ficar.
Na assistência Gato Net, Nando trabalha com o tio e a tia entre cabos, clientes inadimplentes e uma cadeira sem encosto. O acidente transforma seu corpo no ponto mais estável da rede. A loja prospera, mas a mochila dele já está pronta para um quarto com janela.
Comédia dramática de realismo mágico cotidiano. A gambiarra é engraçada até virar dependência; o afeto é verdadeiro até começar a prender. O fantástico aparece em travamentos, LEDs, vozes e silêncios.

Teste a lógica da loja. Cada passo transforma uma necessidade doméstica em uma nova obrigação.
A conta prestes a ser cortada, o clarão na bancada e a descoberta de que o corpo de Nando faz os vídeos rodarem.
Os clientes voltam a pagar. A família oferece duzentos reais por dia e improvisa uma poltrona para o novo funcionário fixo.
O quarto tem janela. A fibra é paga. Nando atravessa a loja às dez, e a porta levantada deixa a rua entrar.
A loja é pequena demais para separar trabalho, família e cuidado. Cada personagem oferece a Nando uma forma de ficar — e uma chance, mesmo torta, de partir.
Técnico de 24 anos, cansado de morar dentro da assistência e pronto para caber num quarto só seu.
Tia, caixa e contadora da urgência; cuida dele enquanto calcula se a loja sobrevive mais um dia.
Tio que promete soldar a cadeira desde fevereiro e tenta transformar improviso em futuro.
Cliente que usa a conexão para ver a família e lembra que uma rede também é feita de espera.
Verde de LED, âmbar de vitrine e azul molhado da rua. Cabos, portas, poltronas e corpos transformam uma assistência de bairro em campo magnético.

Leia a proposta visual e depois entre na assistência completa.
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