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O eletricista cai pela portinhola. A cidade o devolve falando com tudo que transmite.
Pitch para produtora · curta-metragem
Ele capta todos os sinais.
Menos o que fazem com ele.
José, eletricista, desaparece numa noite de manutenção e reaparece nas ruas como um homem “quebrado” que capta qualquer rádio, qualquer TV, qualquer frequência.
Fabiano e Romeu enxergam uma oportunidade. A cidade enxerga uma atração. O Sem-Teto enxerga José.
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O absurdo permite falar de exploração, mídia e abandono sem explicar tudo. Um curta com locações expressivas, humor físico e um final que deixa a pergunta reverberando depois do corte.
A comédia física abre a porta para uma tragédia silenciosa. A cada ato, o espectador entende mais — e José fala menos.
O eletricista cai pela portinhola. A cidade o devolve falando com tudo que transmite.
Fabiano sequestra o acaso. Romeu transforma um homem em programação.
Um grito atravessa a cidade. José volta à antena — ferido, livre, pedindo bala de coco.

A televisão é cenário, personagem e armadilha. A direção de arte atravessa a manutenção, os escritórios e a praça com uma mesma pergunta: quem controla o sinal?
O mesmo fenômeno revela quatro formas de olhar: lucrar, proteger, observar e desaparecer.
De eletricista comum a atração involuntária. No fim, só quer uma bala de coco e um lugar onde o sinal não doa.
a antenaO oportunista que chama exploração de chance. A bala no chão vira o espelho que ele não queria.
o atravessadorO dinheiro fácil, o programa, a porta fechada. Nunca precisa encostar em José para lucrar com ele.
o canalA voz da comunidade. Quando todos veem um fenômeno, ele vê um dos seus — e o busca.
a rede
referência de direção
Material para avaliação
O sinal abre a conversa. O roteiro completo revela o caminho do filme.