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A queda na torre e o retorno de José. Seu corpo começa a captar tudo o que a cidade tenta esconder.

Uma cidade inteira tentando sintonizar José.
Depois de cair de uma torre, um eletricista passa a captar qualquer sinal de rádio, televisão ou memória — e uma emissora endividada tenta transformar esse dom em audiência antes que ele descubra o próprio alcance.
Na Rádio Cruzeiro do Sul, Romeu sustenta uma emissora presa em 1985 enquanto Fabiano chega com um contrato de apostas. José volta da torre capaz de capturar vozes, músicas, partidas e conversas que ainda não aconteceram. Quando a cidade entra em escuta, o dom vira produto.
Fábula de realismo mágico com humor de interior, ternura analógica e crítica ao espetáculo. O som é matéria dramática: chiado, voz, silêncio e o momento em que todos escutam a mesma coisa.

Escolha uma frequência. Algumas devolvem a cidade; outras devolvem o ruído.
A queda na torre e o retorno de José. Seu corpo começa a captar tudo o que a cidade tenta esconder.
Romeu abre o microfone; Fabiano enxerga contrato. Pedidos íntimos viram programação e lucro.
O grito atravessa a cidade, a torre chama, o contrato rasga e o sinal encontra uma frequência comum.
Os personagens tentam nomear José — problema, produto, milagre, trabalhador — até que ele deixa de caber em qualquer grade.
Eletricista transformado em antena humana; escuta o que os outros preferem deixar fora do ar.
Dono e locutor de uma rádio antiga, dividido entre a dívida e a responsabilidade.
Vendedor que quer converter milagre em contrato e finalmente liga para Mônica.
O ouvinte que devolve à transmissão seu sentido mais simples: lembrar alguém.
Chuva sobre metal, vermelho do beacon, verde de console antigo e o ouro das janelas da cidade.

Leia a proposta visual e depois entre na transmissão completa.
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